
Acordo Mercosul–UE: o que muda de verdade para o varejo e supermercados
Depois de mais de 25 anos de negociações, o Acordo entre o Mercosul e a União Europeia voltou ao centro do debate econômico global e nacional. Mais do que um tratado diplomático, ele tem potencial para transformar a forma como produtos circulam, como preços são formados e como supermercados e varejistas competem no mercado brasileiro.
E sim: isso pode impactar muito o que vemos nas gôndolas, e como fazemos gestão de mix, preço e tecnologia.
O que está acontecendo agora
O acordo foi assinado por Mercosul e UE no fim de 2025 e tem intenção de ser um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. Ele ainda depende de ratificação pelos parlamentos envolvidos e pode começar a vigorar de forma provisória já em 2026.
Em termos simples: o que muda
1. Mais produtos europeus com preços mais competitivos
Com a redução de tarifas, que será progressiva ao longo dos próximos anos, itens importados da Europa poderão chegar com custo menor ao Brasil, incluindo:
- Vinhos, queijos e azeites
- Chocolates e produtos gourmet
- Produtos de marca premium ou exclusivos
Essa diversidade de oferta pode ser uma vantagem competitiva para redes varejistas que souberem selecionar itens e comunicar valor ao consumidor.
No varejo, isso significa pensar estrategicamente no mix de produtos e na experiência de compra, não apenas no preço.
2. Maior competição para produtos nacionais
Com mais concorrência externa, indústrias e marcas brasileiras podem sentir:
- Pressão por preço e qualidade
- Necessidade de investir em diferenciação
- Competição em categorias antes dominadas por players locais
Para supermercados, isso vira um jogo de negociação com fornecedores e gestão de margem mais afinada, um ajuste contínuo, não um evento único.
3. Formação de preço mais dinâmica
Com novos players e custos potencialmente menores na importação, a formação de preços tende a ficar mais dinâmica.
Isso exige do varejo gestão fina de custos, elasticidade de preço e uso intensivo de dados para decidir o que vale importar, substituir ou manter no mix atual.
Aqui, tecnologia deixa de ser apoio e vira protagonista.
4. Oportunidade para marcas próprias e parcerias
Redes que investem em marcas próprias podem aproveitar a nova realidade para:
- Negociar conversões de linhas importadas em versões exclusivas
- Criar produtos diferenciados com custo mais competitivo
- Fidelizar clientes por meio de exclusividade e valor percebido
Esse movimento pode reduzir dependência de grandes fornecedores e aumentar margem de contribuição.
5. Consumidor mais exigente e comparativo
Com mais opções e referências internacionais, o consumidor passa a comparar não só preços, mas qualidade, origem, sustentabilidade e experiência.
Para o varejista, comunicar esses atributos, no PDV físico e digital, deixa de ser opcional. Trata-se de diferencial competitivo.
O papel da tecnologia nessa transição
Uma coisa é certa: quando variedade, concorrência e complexidade aumentam, gestão baseada em dados vira vantagem real. Isso inclui:
✅ Integração entre ERP e PDV
✅ Visibilidade em tempo real de estoque e giro
✅ Gestão de preços, margens e promoções
✅ Análise de comportamento do consumidor
Varejistas que dominarem essa frente conseguem reagir mais rápido e com mais precisão às mudanças do mercado e isso é diferencial, não luxo.
Uma oportunidade estratégica, mas com planejamento
O Acordo Mercosul–União Europeia não é apenas sobre comércio exterior. Ele pode transformar a dinâmica do varejo brasileiro, especialmente supermercados, ao ampliar a concorrência, diversificar o mix e elevar o nível de exigência do consumidor.
Para o setor, o recado é claro: mais abertura exige mais estratégia. Quem se preparar agora, com tecnologia, inteligência comercial e visão de longo prazo, estará melhor posicionado para aproveitar as oportunidades que vêm junto com esse novo cenário.
Um PDV ágil, integrado ao ERP, com controle de estoque em tempo real, gestão de preços, margens e fornecedores, permite que supermercados reajam rápido às mudanças, testem novos produtos e tomem decisões baseadas em dados, não em feeling. Soluções como o ERP Arius, integradas a um PDV robusto, ajudam a ganhar eficiência operacional, reduzir perdas e transformar complexidade em vantagem competitiva.
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